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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dona de Castelo

 Amor perfeito, amor quase perfeito
amor de perdição, paixão que cobre
todo o meu pobre peito pela vida afora
vou-me embora
Embromadora
você pra mim agora passa como uma jogadora
sem graça e nem surpresa
diga que perdi a cabeça
se eu me levantar da mesa e partir antes do final do jogo
louco seria prosseguir essa partida
Peça falsa que se enraíza e faz negro
todo o meu desejo pela vida afora vou-me embora
embromadora
E quando eu saltar de banda
e quando eu saltar de lado
vou desabar seu castelo de cartas marcadas
e tramas variadas
sim, seu castelo de baralho vai se desmanchar
desmantelado, decifrado
sobre o borralho da sarjeta
chegou o inverno.

                                         Adriana Calcanhotto

Vídeo-Clip: Dona de Castelo 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poema do Conto: Preso a Sete Chaves


Vamos viver intensamente
deixar as preocupações para trás
respirar o ar da liberdade
correr contra o passado
esqueça aquele assunto vago
deixemos isso para depois, tanto faz
Corro para esquecer os problemas
mesmo assim não me sinto livre
ir tão longe sem sair do lugar é triste
o que estou fazendo aqui, não significa nada.
Estou preso, estou de mãos atadas
não queria isso pra nós
sinto muito, não posso fazer nada
É o destino e que destino
não precisava ser assim, mas foi
na verdade, você nunca se foi
sofremos com sua a partida
e com a verdade de nós por muito tempo escondida
Infelizmente, teve que ser assim
não me recrimine com esse olhar
estou profundamente decepcionado
uma vida se estragou na sarjeta do nada
e nós pagaremos por tal crime execultado 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Noite Estranha

"Já faz tempo que estou aqui. Quando cheguei? Será que foi ontem... Ou foi hoje? Eu não me lembro. Eu acordei, desci, tomei café da manhã na estação... Que horas foi e o que eu comi? Droga, eu não consigo lembrar de nada..."

Nunca esquecerei daquela noite... E que noite. Maldita hora em que fechei negócio com aquele almofadinha do Dickerson, daria tudo para poder dar um soco nele agora; aquele sorrizinho falso que ele insistia em mostrar a mim... Que ódio dele. Mas, no fim das contas, aquele otário atirou no que viu e acertou no que não viu e fiquei feliz por isso. Graças a esse maluco, testemunhei que o "não-natural" existe.



Meu nome é Robert Hawk, tenho 30 anos, sou casado e sou escritor. Meu trabalho é assustar as pessoas de um modo alternativo. Não sei se é um trabalho são, mas gosto do que faço. Pessoas me procuram nos finais de semana para fazer algum trabalho ou criticar livros novos, por incrível que pareça, algo que achava que não daria certo, deu mais do que eu esperava.


Mas nem tudo são flores. Passei maus bocados escrevendo minhas histórias, literalmente , porém, a mais incrível experiencia que tive, foi na ultima que escrevi... Nunca vi nada parecido com aquilo.

[PENSAMENTO] Eu e Eu Mesmo

"... Eu não sou eu. Estou movendo-me contra o vento
 nadando contra a corrente, lutando contra minhas vontades.
 Algo quer me tirar do mundo da dúvida, clarear os caminhos
 escuros da vida. Talvez seja eu tentando fugir de mim mesmo..."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poema do Conto: Você pode ouvi-los?


O que fazer para diminuir a culpa?
fugir seria a melhor opção
esquecer o passado
e fingir que foi tudo ilusão

Recomeçar mais uma vez
seria uma boa saída
sentir a brisa do novo horizonte
e correr pela estrada da nova vida
Porém não se pode recomeçar sem terminar
é só mais uma ilusão
eles dizem que não posso crer no impossível
acho que eles estão com a razão

Você pode ouví-los?
Eu ouço todos os dias
aquelas vozes na minha cabeça
me enlouquecendo aos poucos
não sinto cheiro de nada


sangue quente nas mãos devolve a realidade absurda
me lembrei agora
as vidas ao meu redor foram embora
eles chamam
 

Você pode ouvi-los agora?
eles dizem que nunca sairei daqui
é verdade
minhas mãos estão frias
estou deitado no chão
dexando-me envolver a escuridão





quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Poema dos Contos: A última Lua de Mel

ULTIMA LUA DE MEL

Olhe pela janela e me diga o que vê
sabemos que é a vida lá fora
aquela vida que sonhavamos ter
  
Senti aquele frio
era o nervosismo ao unir nossas vidas
agora estavamos juntos
chorando com os amigos na despedida

Era nossa primeira lua de mel
mas algo não estava certo
o que era para ser, não foi
foi uma piada de mal gosto e cruel

Você se perdeu num mundo desconhecido
me deixando sozinha na estrada
pensei quenão  tinha me esquecido
mas não era você subindo as escadas

Nunca esquecerei daquela noite
ficará submerso nos mais profundo dos meus pensamentos
Num oceano negro
protegido de todo o esquecimento

O fogo na noite clareava o lago
sentia sua presença ao meu lado
mas você não estava lá
continuava no mundo em que se perdeu
sem saber o caminho de volta para me amar

Aquela foi nossa ultima lua de mel
uma noite molhada e cruel
mesmo sem mais estar alí
permaneceste fiel até o fim

Voltarei ao meu quarto e te verei no espelho
sentirei novamente aquele frio
quando pensar que ainda está naquele mundo
tão cruel e vazio.

sábado, 7 de agosto de 2010

Bem Vindo ao Pequeno Universo dos Contos!

Aqui vocês encontrarão Contos, Poemas, Pensamentos e alguns "Off-Topics".

Seja bem vindo a esse pequeno e divertido universo.

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